Quando chega a hora de retomar nossa vida

João Otávio está com quase dez meses, e posso garantir que esse tempo, minha dedicação foi quase que exclusiva a ele. Desde quando soube que estava grávida, eu tinha certeza de que queria ficar com ele todo o primeiro ano de vida. Não existe, durante a vida, nenhum outro período em que ocorram tantas mudanças e evoluções quanto o primeiro ano e eu tenho plena convicção do quão fundamental é a presença da mãe nessa fase.
Mas chega um momento em que precisamos reconhecer nossas limitações, deixar nossos filhos crescerem, cortar o cordão e retomar nossa vida. Hoje, meu lado mãe ocupa 90% do meu tempo e minha energia. E é chegada a hora de dividir melhor meu tempo, olhar e cuidar um pouco mais de mim.
Tenho certeza de que tenho feito um bom trabalho e que minha dedicação será valiosa na vida do meu pequeno. E, se eu desse mais um conselho aqui no blog, seria: fique com seu filho o máximo que você puder. Mas confesso que em alguns momentos, eu consigo entender porque algumas mulheres tem urgência em voltar da licença maternidade e porquê delegam tanto a educação dos filhos para outras pessoas. A experiência de cuidar de um filho é sem dúvida a
Coisa mais linda, preciosa e gratificante que pode ocorrer na vida de uma mulher. Mas é também a que requer maior responsabilidade, desprendimento, paciência e disposição.
Cuidar de um bebê em fase de descobertas e toda a energia do mundo, cansa. Eu admito que não tenho pique pra tanto, sempre fiz o perfil mais parada e meu filho é do tipo que ficar parado é coisa rara.
Diante de tudo isso, e da necessidade de voltar a trabalhar fora, decidimos colocá-lo na escolinha. Uma dura decisão, eu confesso, cheia de culpa, remorso e cobranças. Mas que vai nos fazer um bem danado. Sei que lá ele vai brincar com vários amiguemos tão dispostos quanto ele, sei que vai desenvolver habilidades que em casa eu não sei como estimular, sei que vai interagir com outras crianças. Também sei que vou ter um pouco de tempo pra mim, vou ter outros assuntos para conversar, sair de
Casa, trabalhar fora e que vou tornar nossos momentos juntos ainda mais preciosos.
Essa, assim como tudo na
Maternidade, não foi uma decisão simples. Hoje mesmo o Fernando me perguntou se eu não tenho dó. Eu tenho, mas sinto que preciso. E sei que vou chorar muito nos primeiros dias, vou ficar ligando e vou ser quase insuportável com as professoras, querendo saber cada detalhe da rotina dele. Mas vai ser bom para todos nós ter a mamãe se sentindo inteira novamente.

Nós erramos.

Nós, mães, erramos muito. Costumamos dizer que a maioria dos erros, cometemos pensando no bem dos filhos. Mas eu desconfio que essa seja uma das mentiras mais contadas e mais deslavadas que existem. Nós erramos, sobretudo, porque estamos cansadas.
Sabemos que fruta é melhor que Danone. Mas depois de tanto tentar e sabendo que a segunda opção vai acalmar nosso filho, nós damos.
Sabemos que é um erro levar o bebê para nossa cama, mas depois de um dia exaustivo, não aguentamos mais uma noite com choro incessante, e levamos.
Sabemos que não é legal dar biscoito, mas depois de o bebê pular, chutar e espernear por uma hora dentro do avião, nós oferecemos.
Sabemos que a chupeta também não é recomendada, mas ela acalma e dá um sossego pros nossos ouvidos saturados, então, já viu!
Tentamos fazer o melhor que podemos, quase o tempo todo. Nos esforçamos para ser perfeitas, e às vezes, a gente acha que chega perto disso. Mas o cansaço e a exaustão nos levam a fazer coisas que juramos que nunca faríamos e condenávamos com fervor antes da maternidade. Ahhhh, ser mãe, essa coisa linda que pode ser definida como uma bela cuspida pra cima: a chance de voltar bem no meio da sua testa é enorme.
Erramos, e se somos pegas no flagra, nos justificamos: é só hoje, só agora, só pra ver se acalma. Erramos e morremos de culpa, e sabemos que estamos errando. E morremos de medo que venham um monte de gente que prega um monte de coisa – que nós também pregávamos – nos encher o saco e dizer que estamos sendo péssimas. Tenho uma boa notícia: não somos! Somos ótimas mães, mas somos humanas e às vezes, não aguentamos.
Atire a primeira pedra quem nunca se deixou vencer pelo cansaço! Atire a Primeira pedra quem nunca cometeu um errinho sequer. Atire a primeira pedra quem nunca implorou por uma boa noite de sono.
O problema é quando errar se torna mais frequente do que acertar. Fora isso, continuaremos sendo boas, mesmo errando muito – pelo bem dos nossos filhos! E ó: tamo junto!

Meu bebê está crescendo.

Segunda-feira, durante o almoço, sentado em sua cadeirinha, João Otávio esticou o bracinho, pegou seu pedaço de manga e começou a comer sozinho. Um grande passo para quem, até então, queria tudo na boca – literalmente. E ontem, depois de muito esforço e de desenvolver uma técnica própria e super elaborada de locomoção, ele engatinhou. Engatinhou de engatinhar, de verdade. Eu e o Fernando presenciamos a cena, e não posso falar por ele, mas meu coração se apertou: meu bebê está crescendo.

João Otávio vai completar oito meses na próxima quarta-feira, e meu Deus, como passa rápido! Até ontem ele era todo molinho e mal sabia que tinha mão, e até ante-ontem ele era do tamanho de um grão de arroz na minha barriga. Essa é uma constatação que venho tendo há alguns dias. Aos poucos, meu filhote deixa de ser um bebê e vai adquirindo ares de menino. Já tem cara de moleque, é forte e sapeca como tal. E deixa cada vez mais claro traços de seu temperamento.

Como bom ariano que é, ele é curioso e muito impaciente. É forte, teimoso e impulsivo. Gosta de coisas mais ácidas, adora banho, ama os controles remotos, não dá muita bola pros brinquedos e já descobriu que seu sorriso é meu ponto fraco. Só dorme se tiver uma manta no rosto. Faz um olhar sedutor que é só dele, me olha encantado, dá ataques de beijo e pula muito quase sempre que ouve seu nome. Pois é, meu pequeno já é cheio de presença, de vontades e determinação. E que sorte a minha poder acompanhar cada etapa de tão perto.

Benditos os que podem ver o desenvolvimento do seu filho. É um milagre diário, todo dia uma nova descoberta, todo dia um desafio, todo dia é cheio de aventuras. Por mais bem definida que seja a rotina, nenhum dia é igual ao outro e sempre tem algo a ser explorado. Meus últimos 8 meses foram longos, mas passaram voando. E por mais que eu espere as próximas fases, sinto uma dorzinha por ver o quanto tudo é tão rápido. E já tenho até um pouco de saudade de tudo – outro dia, eu percebi que nem sei mais pegar no colo um bebê menor!

Constantemente, faço uma anotação mental: “aproveita tudo, Jully! Devora cada minuto! Curte cada segundo que ele quiser estar nos teus braços, daqui a pouco o mundo será pequeno pra ele e terá pouco espaço pra ti! Aproveita enquanto ele é teu bebê, menina! O tempo é longo, os dias são desgastantes, mas vai passar, ele está crescendo e tu não terás outra oportunidade de ter teu bebêzinho no colo num piscar de olhos”.

14 coisas que minha mãe dizia – e tinha razão.

Nossas mães passam a vida falando coisas que a gente não dá bola. Até falam umas besteiras, mas falam um monte de outras coisas que a gente pode levar pra vida.
Hoje resolvi listar 14 coisas sobre ter filhos que minha mãe me disse, e agora eu entendo quanta razão ela tinha.

1- você só vai entender quando tiver seus filhos.
2- depois que nascem, tudo muda.
3- quando eles sentem dor, dói mais na gente.
4- você vai virar uma leoa pra defendê-lo(s).
5- aproveite para_____________[adicione aqui qualquer coisa que você tenha vontade de fazer na vida, tipo conhecer o mundo ou saltar de paraquedas] antes de ter seus filhos.
6- você sempre vai pensar nele(s) em primeiro lugar.
7- sua vida terá outro sentido.
8- tudo o que fizer e quiser ser, será pensando nele(s).
9- ter filhos dá muito trabalho.
10- ter filhos é MUITO caro.
11- intuição de mãe nunca falha.
12- você só vai entender seus pais depois que tiver seus filhos.
13- você sentirá por ele(s) um amor que jamais sentirá por qualquer outra pessoa no mundo.
14- não existe amor maior ou igual ao amor que a gente sente por um filho.

Perfil

Quando bolei a promoção com o Fabiano, disse que a minha ideia era que usasse para compartilhamento a foto de uma mulher grávida, mas com um filho pequeno. Isso porque, naquele dia, eu estava em meio a vários questionamentos do tipo: “será que quero outro filho?” ou “será que eu dou conta de tudo”. Aí ele disse que já tinha alguém em mente. Logo em seguida, ele me ligou e disse que a moça da foto era a Jucielly, mãe de dois meninos e prestes a ganhar o terceiro. Fiquei até desconcertada, e fiquei com uma vontade imensa de conhecê-la. Minha intenção era principalmente entender como ela conseguia ser mãe de dois, engravidar e ter tempo pra outras coisas. Aí tive a ideia de fazer uma pequena entrevista, para que todas nossas possamos conhecê-la, afinal é uma inspiração para todas nós.

Ela topou a entrevista e se mostrou queridíssima! E eu adorei ter um espaço aqui para conhecer outras mulheres/ mães que se viram em mil para cumprir as funções tão maravilhosamente.

 

 

1- Quem é Jucielly?
É uma fisioterapeuta de 32 anos, realizada profissionalmente, casada, cuidadora do lar, prestes a ser mãe de 3 filhos e muito feliz!

2- Atualmente, você trabalha fora ou se dedica exclusivamente à função de mãe?
Trabalhei até junho desse ano e depois de muita conversa com meu marido, decidimos que seria melhor para as crianças se eu passasse um pouco mais de tempo com eles. Essa é uma fase muito importante, de formação de personalidade e onde eles despertam para as atividades. Como trabalhava o dia todo, não tinha muito tempo para eles, foi quando parei e pensei: eu quis mais do que tudo ser mãe, não é justo agora entregar eles nas mãos de outa pessoa e privá-los de realizar outras atividades. Então resolvi parar de trabalhar um pouco ante de vir o terceiro filho, pois dessa forma colocaria a casa em ordem para a chegada do Francesco, prepararia o Benício (4 anos e 11 meses) e o Vicenzo (1 ano e 8 meses), para chegada do irmão, além de ficar com tempo livre para poder acompanhá-los na ginástica, futsal e natação. Hoje temos uma rotina muito legal, posso curtir casa, marido, filhos e estamos na expectativa  para a chegada do nosso bebê.
3- Você tem ajuda de alguma outra pessoa nas suas tarefas?
Tenho sim, aliás ela foi fundamental para a decisão de um terceiro filho, pois é meu braço direito, uma pessoa de confiança e o melhor, é da família (irmã da minha mãe). Minhas amigas todas falam que queria uma Magda para elas. Na verdade ela veio trabalhar comigo por que antes do Benício (primogênito), tive dois abortos, então quando engravidei dele, não me deixavam levantar um garfo. Nessa época eu precisava de alguém e ela de um emprego, foi um casamento perfeito. Ela é minha tia, se preocupa com meu bem estar e da minha família e nos ama, assim como amamos ela. No início ela me ajudava com os afazeres da casa, quando o Benício nasceu ela também me ajudava com ele. Voltei a trabalhar quando ele tinha um ano, então ela passou a cuidar dele em período integral, além de fazer as tarefas de casa. Quando eu e meu marido decidimos engravidar novamente, tivemos que modificar um pouco a rotina, pois enquanto estive de licença maternidade, a Magda dava conta da casa e eu das crianças, porém quando o Vicenzo estava com 7 meses voltei a trabalhar, daí as crianças passaram a ser a prioridade dela. Só que a coitada da casa sentiu falta (kkkkkkk), e tive que contratar uma faxineira. Hoje a Magda cuida das crianças, faz almoço e cuida das roupas e tenho uma faxineira 2 vezes por semana que além de limpar adora fazer umas guloseimas para nós (pão de casa, doces, bolos, tortas…), estou muito bem assessorada!!
 
4- Quem são as mulheres que te inspiram como mãe?
Com certeza minha própria mãe, que além de ter criado eu e minha irmã, hoje continua nos mostramos o que é ser uma MÃE através dos seus netos .E minha sogra também , pois depois de ter dado conta de 5 filhos homens, imaginei, eu devo dar conta de 3 (kkkkkk).
 
5- Como é estar grávida do terceiro filho? Você sentiu muita diferença em cada gravidez?
Tem uma certa diferença sim, pois cada gestação é um momento diferente de nossas vidas. Como comentei anteriormente, tive dois abortos antes do Benício, então quando engravidei dele foi muito tenso até passar o primeiro trimestre. Em compensação depois que passou esse tempo, eu me sentia a grávida mais linda, mais plena do mundo, mesmo engordando 23 kg. Na Gestação do Vicenzo, não tive medo algum de perdê-lo, tinha certeza que tudo daria certo. Curti minha gestação até descobrir que estava com diabetes gestacional. Fui super bem orientada, fiz uma dieta, ganhei apenas 10 Kg e o Vicenzo nasceu super saudável. Nessa terceira gestação houve uma mudança um pouco maior, pois como quis deixar uma diferença de idade menor entre o Francesco e o Vicenzo, não tive tempo de me dedicar muito a minha gravidez. Nas duas primeiras fiz exercícios,  dieta, escrevi diário…Mas nessa terceira gestação, acabei ficando mais em função do trabalho, depois da casa e dos filhos, principalmente o Vicenzo, que ainda é bebê e dependente da mamãe, tanto que  parece que gestei em 3 meses de tão rápido que passou.
jucielly
6- Como seus filhos lidam com a ideia de ter mais um irmãozinho?
O Benício já está completando 5 anos, agora entende tudo o que acontece ao seu redor. Quando contei que teria mais um bebê ele achou o máximo, dizia que agora ía nascer a Maria Luiza (nome que ele escolheu, pois nunca havíamos falado nessa possibilidade). Depois quando descobrimos que seria mais um menino, daí foi uma lista de nomes que ele escolheu. Ele sempre pergunta sobre o bebê e quando a barriga começou a crescer, ficou mais real para ele, então ele beija, abraça e quando sente mexer fica muito feliz, procurando o pezinho, o Benício é muito carinhoso. Já o Vicenzo, acredito que não entenda ainda muito bem o que está acontecendo, imagino que ele tenha percebido a modificação da minha barriga e como ele vê o irmão beijando e acariciando, ele acaba imitando, me dando muito carinho. Porém o Vicenzo é bastante ciumento, já demonstra isso em relação ao Benício, ao mesmo tempo que o irmão é seu ídolo, ele quer garantir o espaço que ele entende ser “dele”. Estamos todos na expectativa de como será a dinâmica depois da chegada do Francesco.
7- Quais as diferenças entre ser mãe de um, dois e três filhos?
 
Quando somos marinheira de primeira viagem tentamos fazer tudo que nos ensinam e o que lemos nos livros ou vemos na televisão, pois queremos ter certeza de que seremos a melhor mãe do mundo. Não atrasamos uma consulta, uma vacina, fazemos tudo como manda o figurino. Quando chega o segundo, o amor é tão grande quanto o primeiro, mas daí já desmistificamos  alguns assuntos, não somos mais inseguras, só temos que ter mais jogo de cintura para conseguir trabalhar, cuidar de casa, dos filhos e não esquecer do marido. Com a chegada do terceiro, como comentei anteriormente, senti necessidade de deixar o trabalho por um tempo, para poder me reorganizar e criar uma nova dinâmica com as crianças. Acredito que não terei nenhum grande problema, com a rotina restabelecida, a casa em andamento com a babá e a faxineira, meu marido satisfeito, poderei retomar minha atividade profissional e ver meus filhos crescerem muito amigos e felizes!!!
8- O que é mais difícil nessa aventura?
Acredito que o mais difícil é educar, passar para eles nossos princípios para que no futuro tenham discernimento para realizarem suas escolhas.
9- Tem alguma coisa de que você sente falta de antes de ter filhos?
Dormir! (kkkkkkkkk)
Sempre fui muito dorminhoca, adorava chegar no final de semana e poder dormir até mais tarde ou então tirar aquele cochilo a qualquer hora do dia, isso não é mais possível, as crianças são meu despertador e para cochilar o papai tem que entrar em ação.
10- Como você faz para dar conta de tudo?
Ter pessoas em que confio ao meu lado, ter um marido parceiro que realmente desempenhe a função de pai, me dá suporte para que consiga fazer tudo. Admito que sozinha seria difícil, estou bem assessorada e curtindo muito ter uma família grande. Sou muito realizada e feliz.
Pra fechar, ontem o pequeno Francesco chegou ao mundo, lindo e cheio de saúde. Desejo todas as boas-vindas do mundo para esse anjo, e que a vida de toda a família seja ainda mais abençoada.

Aniversário de 1 ano!!

Hoje o Blog está completando 1 ano!

um ano

 

Lembro-me bem do que escrevi no primeiro post: eu sabia, desde que engravidei, que acabaria fazendo um blog, porque precisava compartilhar muita coisa que fervia na minha cabeça.

Neste um ano, eu desabafei, compartilhei experiência, declarei meu amor e escrevi um monte de coisas que eu queria dizer e às vezes não conseguia.

Por causa do blog, tornei-me próxima de outras amigas grávidas e fiz algumas outras novas amizades! E, também por causa do blog, descobri que tem muita, mas MUITA gente mesmo que gosta de mim e que torce pela minha felicidade e da minha nova família!

A todos vocês, muito obrigada por acompanhar nossa trajetória, compartilhar experiência comigo, me consolar, dividir medos, angústias, sonhos e felicidade!

Que venha mais um ano do Blog!

Beijinhos, beijinhos, com sabor de bolo de festa de criança!

A Saga das Papinhas parte 2: A Revolução

Eu escrevi aqui como era difícil o início da introdução de alimentos para bebês. E foi mesmo, um dia complicadíssimo, o primeiro com papinhas. Pois bem, mas como tudo nessa aventura de ser mãe, a gente aprende com a prática e com o tempo fica expert na arte de fazer seu bebê comer. E posso dizer: nessa arte, eu tô boa.

Parênteses: às vezes, eu escrevo coisas que fica parecendo que eu sou infalível como mãe – ou pelo menos eu tenho essa impressão. Eu não sou infalível, não sou perfeito, cometo muitos erros, mas faço o meu melhor todos os dias para chegar o mais perto possível de minimizar minhas falhas. E claro, na questão alimentação, não é diferente.

Voltemos!

Eu sei que sou muito repetitiva e falo muito sobre alimentação, mas como já disse várias vezes, essa é uma das coisas mais importantes – ao meu ver – na criação de filhos. É cansativo, exige tempo, dedicação e paciência, mas eu acredito que os resultados serão vistos pelo resto da vida dos pequenos. É um investimento a longo prazo, eu diria. E é também uma forma de demonstrar carinho, afinal não é uma delícia uma comidinha preparada por quem tanto nos ama? Claro, comprar pronto é muito mais prático e eu não condeno, fazer como nossos pais e avós fizeram também é mais fácil, uma vez que basta repetir uma receita que já deu certo. Mas e se pudermos mudar algumas coisinhas e fazer dar ainda mais certo, não é muito mais bacana?

Pois bem. Todos os dias eu preparo o almoço e janta do João Otávio. Exige um quê de criatividade, senão a gente faz todo dia a mesma coisa – geralmente o mais rápido e fácil. E vou admitir: eu sempre gostei de cozinhar, mas no início eu nem sabia por onde começar a fazer a comidinha dele. Então vou escrever umas pequenas dicas que eu li e/ou aprendi com a prática.

Pra começar, é importante ter em mente os grupos que são necessários colocar na comida do bebê todos os dias. O ideal é que a gente siga uma “fórmula” e depois que você aprende essa tal “fórmula” fica ainda mais fácil de fazer. Eu achei uma imagem no Facebook que deixa tudo bem resumidinho, olha que legal:

Fórmula básica

 

 

A partir dessa tabelinha, a gente só precisa ir mesclando os alimentos e testando o que os pequenos curtem mais. Não tem erro. Aí eu já bolei algumas combinações que por aqui são sucesso garantido, vou passar alguns exemplos:

 

1- mandioquinha, abóbora, frango, cebola, alho, salsinha e ervilha.

2- frango, batata, cenoura, abobrinha, alho e feijão azuki.

3- lentinha, batata, abóbora, cebola, frango e chuchu.

4- frango, arroz, cenoura, batata, cebola, alho e salsa (canja)

5- carne moída, abóbora, cebola. (creme de abóbora)

6- mandioquinha, abobrinha, cebola, cenoura, frango e couve mineira. (a couve mineira eu só cozinho junto, tiro na hora de comer, porque ele engasga.)

Prestem atenção que eu não coloco gordura, viu? É só a própria gordura da carne ou do frango. Aqui o frango é o preferido, carninha moída o baby não aceitou bem. Ainda não testei com miúdos, mas já dei gema de ovo, que ele até curtiu, mas deu dor de barriga depois.

 

Outra dica importante é que os pediatras dizem que o ideal é que a sopa seja apenas passada na peneira, desde o início. Com o João Otávio, não rolou. O primeiro mês da comida dele, eu tive que passar tudo no mixer, porque caso contrário, ele não comia. Então assim, por mais que não seja o ideal recomendado pelo médicos, não deixa de dar a comida por causa disso. Vai tentando. Desde a semana passada, eu já tenho feito na peneira e ele tem aceitado melhor. Hoje por exemplo eu fiz o seguinte: refoguei o frango, batata, cenoura e alho. Numa panela separada, eu cozinhei o feijão azuki, normalmente. Só misturei na hora de amassar na peneira. Ficou uma delícia e ele comeu tudo.

Outra coisa importante na dieta dos bebês são as frutas. Aqui em casa, são duas porções por dia. Geralmente, eu misturo frutas. O João Otávio adora banana e como é docinha, eu gosto de dar junto com outras frutas, tipo mamão e banana, pêra e banana, maçã e banana e banana com suco de laranja. Também gosto de dar mamão com suco de laranja, as frutas sozinhas e manga – ele AMOU manga! Depois dos seis meses, também pode colocar um pouquinho de farelo de aveia na fruta.

Nos intervalos, sempre é importante muita água e sucos. Suco de laranja-lima com água – eu particularmente não gosto de ar puro – suco de mamão e couve (ele toma tudinho!), água de coco (vai super bem também!). E se tiver com o intestino trancadinho, água de ameixa (coloco duas ameixas secas e cubro com água por umas duas horas, depois é só dar essa água pra ele. Tiro e queda!)

Importante: não coloco açúcar em nada, nunca, em hipótese alguma, ok? E sal vai, de preferência sal marinho, mas é quase nada, não para ficar salgada, apenas para realçar o sabor do alimento.

Outra coisa muito legal que eu fiz, foi congelar sopa. Ao invés de preparar só para um dia, faço uma quantidade maior e congelo as porções na medida certa. Na hora do apuro, se não conseguir cozinhar, precisar sair, se atrasar ou qualquer coisa do tipo, tem alguma coisa pronta. Mas ó, é bem importante identificar nos potes a data de preparo e se possível, quais os ingredientes de cada sopa. Dá pra guardar por até 1 mês no congelador. Uma mão na roda!

Cuidar da alimentação do bebê, eu repito, vale bem a pena e se torna cada dia mais fácil. Se a gente se empolga, dá até pra adotar a alimentação deles pra gente e comer mais saudavelmente, olha que maravilha! Essas dicas facilitam ainda mais a nossa vida, porque tem tudo resumidinho!

Espero ajudar vocês!

 

P.S sobre as comidas prontas: não condeno, pelo contrário, acho uma ajuda importante na hora do desespero. Mas cuidado para a exceção não virar regra. Sempre tenha pelo menos um potinho de papinha comprada pronta em casa, a gente nunca sabe quando vai encontrar uma emergência.

Promoção de aniversário de 1 ano do Blog

Oi queridas e queridos!

Amanhã o blog faz um ano e pra comemorar tá rolando uma promoção muito bacana na nossa página do facebook!

Vou sortear uma sessão de fotos com o Fabiano Ribeiro, fotógrafo excelente que trabalha há 16 anos com fotografia infantil. Conheço o trabalho do Fabiano há muitos anos, confio e adoro. Ele inclusive está fazendo o acompanhamento de 1 ano do João Otávio.

Pra participar da promoção, você precisa seguir algumas regrinhas:

1- curte a página do blog no Facebook

2- curte a página do Fabiano Ribeiro

3-compartilha a imagem da promoção, que está na página do blog

4- clica na aba PROMOÇÕES na página do blog

 

 

Aí é só esperar sexta-feira, dia 25, que faremos o sorteio!

 

Ah! Essa promoção é válida para moradores da Grande Florianópolis, e só vale sessão Gestante ou Família com Bebê, ok??

 

Beijinhos e Boa sorte!

Que tipo de mãe eu quero ser

Quando eu estava grávida, minha terapeuta me passou um exercício de coaching que eu nunca consegui fazer. Ela pediu para que eu “conversasse” com 2 ou 3 mulheres que servissem como modelos de mães para mim, e baseada nisso, decidisse coscientemente que tipo de mãe eu quero ser.

Explico melhor. Essa é uma ferramenta de coaching que chama modelagem. Somos resultado das pessoas com quem mais convivemos. Sem saber, repetimos padrões de comportamentos baseados no que vimos durante a vida. Só que nós temos a opção de escolher quem são as pessoas que nos influenciam e modelar como queremos ser. E isso serve para todos os campos da vida.

Pois bem. Grávida eu não consegui completar a tarefa, e hoje acho que é porque eu nem sabia por onde começar a ser mãe. Recentemente, no entanto, conversei com duas das minhas modelos e uma delas me disse algo que resume tudo: para ser uma boa mãe, você precisa olhar o seu filho. E por olhar significa olhar tudo, minuciosamente, conhecer cada expressão facial dele.

Parece pouca coisa, mas não é. E esse é o tipo de mãe que quero ser. Quero ser o tipo de mãe que observa o filho e reconhece seus defeitos, qualidades, talentos. E que incentiva o que há de melhor e auxilia no que tem para melhorar.

Quero ser o tipo de mãe que conhece e cuida da sua alimentação, que conhece sua saúde. Quero ser o tipo de mãe que se diverte com as coisas e com quem, no futuro, ele tenha prazer em conviver. E que ele esteja comigo por opção e não por falta de. Quero ser uma mãe que canta, ri, brinca, estuda junto, ensina o lado bom da vida e que prepara pras horas que ter força é questão de vida ou morte.

Quero ser uma mãe que ensina que pensar positivamente traz mais resultados do que qualquer outro método de querer uma coisa na vida. E que ensina que ter fé é muitas vezes é o que faz diferença entre ter sucesso ou não ter.

Quero ser o tipo de mãe que dá carinho, mas puxa a orelha. Que ensina valores de ética, lealdade, respeito e honestidade. Quero ser uma mãe que faz meu filho me amar, me admirar e ficar encantado quando me vê, por ter orgulho de ser meu filho. E pensando bem, acho que tenho seguido pelo caminho certo.

 

 

 

 

P.S: caso você se interesse em saber melhor sobra ferramentas de coaching e modelagem, indico o curso de Life Coaching da Vanessa Tobias.

Eu sou uma mãezona.

 

Vivemos numa sociedade machista, muito machista. E se você não é do tipo de pessoa que se engana e sabe que apesar de já termos evoluído muito nesse sentido, mas que ainda falta um caminho longo pela frente, sabe que não estou exagerando. Antes do meu bebê nascer eu achava que era besteira, mas não é. E tive uma série de situações que contribuíram para ter certeza disso. E na maior parte das vezes, ouvi como resposta coisas do tipo “é assim mesmo, a mãe sempre faz mais coisas”, “sempre sobra pra mulher” e “conforme-se”. Essas coisas me deixavam ainda mais convicta de que, infelizmente, muitas vezes o machismo parte mais das mulheres do que dos homens – ou pelo menos é o meu caso!

Aí com o passar do tempo, ficou mais evidente que sim, sobra muito mais pra mulher. Somos nós que deixamos mais coisas de lado pelos filhos. Somos nós que ficamos responsáveis pela maioria das coisas do dia-a-dia. Abdicamos de muita coisa que nos faz falta. Somos nós que nos desdobramos em mil para cuidar da casa e dos filhos. Somos nós quem ficamos muito mais cansadas, e quase sempre nem temos o direito de reclamar, afinal “este é o nosso papel”. Apesar disso, ainda temos que lidar com homens que acham que tem mais direito a decisões ou que “mandam mais”.

Tenho visto circular muito pelo Facebook frases como “meu marido é um paizão” e “aqui em casa tem um paizão”. Para minha total surpresa, nunca vi nada parecido referente às mães, e isso me deixa um pouco frustrada. Não tenho nada contra a esse tipo de elogio aos pais, eu mesma já compartilhei a frase e continuo dizendo que tenho um companheirão do lado, que é um pai incrível. Mas me choca perceber que ser bom pai ainda é mérito, enquanto nós mães não temos outra opção.

Basta fazer algumas comparações. Se o homem pouco ajuda com o filho, é porque é assim mesmo, não sabe, a gente tem que ter paciência. Mas adivinha pra quem sobra as tarefas? Agora pense na hipótese de uma mãe que não faz as coisas pelos filhos: desleixada, descuidada, irresponsável, pra dizer o minimo! Ou mais: quem não conhece algum caso de pai que simplesmente não assumiu o filho ou sumiu quando a criança nasceu? Eu mesma posso citar alguns! Mas nunca ninguém viu uma mãe simplesmente abandonar o filho, dar pra outra pessoa criar. Ou se viu, julgou de nomes que não vou dizer aqui! Eu particularmente não entendo como alguém consegue. Mas também concordo que não nos resta outra alternativa, e talvez essa seja a razão pela qual existe tanta gente criada de qualquer jeito pelo mundo.

Dito isto, proponho que nós, as mães, comecemos a admitir que somos incríveis. Infelizmente, a gente vive numa sociedade em que quase sempre é muito feio fazer um auto-elogio, porque soa como arrogância. Mas vou contar um segredo: não é! A gente pode sim, sair por aí dizendo que somos maravilhosas. Começo por mim. Sou uma mãe incrível. Me dedico de corpo e alma para meu pequeno, faço meu melhor. Cuido da casa e dele. Brinco, canto, danço, faço dormir, dou carinho, cozinho, faço qualquer coisa por ele. E sou completamente apaixonada. Deixei de lado muita coisa, mudei minha vida para recebê-lo. Poderia ter feito diferente, mas quis fazer o que achei que seria o melhor.

Cometemos erros, muitos deles. Mas somos insubstituíveis e ninguém conhece e cuida dos nossos filhos como nós cuidamos. Nem sempre, temos pessoas que reconhecem nosso valor e nos digam o quanto somos boas no que fazemos. Pois bem, digamos para nós mesmas o quão importante somos. Continuemos elogiando os maridos que cumprem seu papel com maestria, continuemos agradecendo pela parceria e comprometimento. Eu vou fazer isso. Mas vou deixar claro também que sou a melhor mãe do mundo para meu filho. Todas nós somos, ainda que nem sempre a gente escute isso dos outros!